Real Love, Oh My Girl: A apatia reina sobre as Xuxas coreanas

Longe de mim querer completar um mês inteiro sem postar nada @.@’ Estou passando por uns rolês (entrarei mais em detalhes nisso num futuro Dentro do Aquário). Por agora, vou me debruçar sobre os lançamentos do último mês, começando pelo que eu tinha mais hype (sim, eu ainda acredito no Oh My Girl):

Sobre este comeback, eu deliberadamente esperei um pouco pra escrever sobre. O último delas eu rasguei uma seda ENORME no post pra depois esquecer de tudo (single, álbum, conceito) uma semana depois… Então queria tratar de Real Love dando tempo ao tempo, pra ver se a faixa sobreviveria o hype inicial que eu tava.

E no fim não rolou, né? :v

O problema da fase mais recente do Oh My Girl não é nem pelo quão agradável ou não são as músicas, mas quanto tempo elas duram no replay. A produção das faixas está tão linear e dentro de uma mesma vibe nos últimos três anos que mal dá ânimo de escutar mais de uma vez. Falta um pouco do pulso da era pré-Queendom, onde as notas pareciam mais impactantes, os clipes pareciam mais inventivos e os rostos das integrantes duravam mais na nossa memória.

Claro que a WM está apostando no safe pra manter o sucesso, mas já deu. Este, teoricamente e entre muitas aspas, seria um amadurecimento do Oh My Girl, no sentido de deixar um pouco a energia de Xuxa Só Para Baixinhos de Nonstop e Dun Dun Dance. E, além da sissyfication de umas integrantes e umas plásticas que mudaram de rosto (eu juro, sou fã do grupo, sei os nomes e só reconheci DUAS!), ainda temos o mesmo tipo de faixa agradável e inofensiva, que não sabe se comprometer com sua proposta, não tendo climax, pulso ou qualquer replay factor.

Eu entendo a ideia de ser uma faixa doce (afinal, o Oh My Girl é um grupo bem doce), mas isto não significa sacrificar a progressão da faixa. O pior momento, escutando de novo, é a ponte, que desiste totalmente de explodir a base dos versos para mudar totalmente o caminho do instrumental (que, por sua vez, é na linha super soft de qualquer lançamento americano de quinto escalão).

O álbum tinha a promessa de se igualar ao primeiro álbum delas (uma das maiores gemas do aegyo nos últimos anos) e ficou só na ideia mesmo. As faixas representam muito bem como o direcionamento do Oh My Girl está agora: cada terço do álbum aposta num genérico diferente pra ser acessível, seguir a modinha e garantir que o pré-adolescente médio (as crianças que elas conquistaram nas propagandas do pinguim tão crescendo…) curta. Tem o girl crush genérico, tem as baladinhas genéricas, tem o aegyo genérico… QUALQUER faixa do álbum poderia ser lançada por qualquer grupo atual e, para um ato com fucking SETE ANOS DE CARREIRA, isto é uma bola fora enorme.

Eu até cheguei a salvar Blink (que é bem bonitinha e agitada) e Dear Rose, mas, no fim, o álbum não chega a ser nem um pouco aproveitável pro calibre delas.

Real Love é um grande desperdício. Pra mim, é a última pá de terra no Oh My Girl e no ânimo que eu tinha no grupo. Eu já não me considero Miracle desde 2020, mas desta vez elas se superaram na apatia e entregaram uma das coisas mais sem-graça de 2022.

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2 comentários em “Real Love, Oh My Girl: A apatia reina sobre as Xuxas coreanas

  1. O Oh My Girl tá quase sendo aquele clássico de que: ‘foi só fazer sucesso entre as massas que ficou ruim’ é meio clichê e nem digo que o grupo mesmo tenha ficado ruim, porque a palavra ruim é muito forte, mas que elas se encontram num marasmo e numa coisa insossa sim.
    Acompanho elas basicamente desde o começo da carreira quando surgiram, e fico abismada que elas não tiveram a evolução que esperava, a evolução que dizia não era cantar girlcrush ou o que o pessoal esperava, e sim de som mesmo, estilo, estética sei la. Vou ser sincera que essa música é tão insossa e sem sal que vai definhando até o fim, e não dá vontade nenhuma de assistir ou ouvir, e confesso que meu eu de agora jamais iria dizer isso lá atrás.
    PS. Pensei que era só eu que não tava reconhecendo as meninas de primeira.

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    1. Seiii, achei que elas iam pegar a onda etérea do aegyo de fada e trazer algo mais sóbrio, reflexivo, conforme elas iam envelhecendo na indústria… Até as apresentações do Queedom davam a entender isso, mas né, na hora de single mesmo foi o começo desta palhaçada :v

      PS. Tá bizarro, não sei o que o Dr. Kim fez, mas meu deus, só a YooA e a líder ainda estão reconhecíveis ‘o’

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