Best Zodiacal 2016 [Parte 2: Libra a Peixes]: Será que você conseguiu acertar a música do seu signo de 2016?? Ou deu uma de libriana/o indecisa/o??

Depois de uma virada de ano sem wi-fi e um pequeno/grande atraso, chegamos a segunda parte do Best!!! Continuamos a subir as escadarias do Santuário de 2016 para descobrir os hits que mais representaram os seis signos do zodíaco restantes!!! Será que você acertou qual seria o hit brasileiro a configurar por aqui?? Ou será que seu signo foi relegado a mais um ato coreano que você nunca tinha ouvido falar??

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Libra ♎

Lado Red (Yin): Twice – TT

Twice é um grupo que ganha cada vez mais espaço no cenário do pop coreano, mesmo não lançando músicas tão impressionantes assim como faziam Girls’ Generation e 2NE1… Entretanto, TT (caso não tenha entendido, o título é um emoji de choro) foi um ponto positivo para o grupo esse ano, consolidando o cosplay concept utilizado também no outro single delas de 2016. Com tema de halloween, as nove integrantes vão do fofo ao sexy concept, passando por vampiras blasé, crossdresser e coelhas completamente nonsense, deixando todo mundo feliz. Nada mais libriano do que bancar a diplomática e querer agradar todo mundo…

Lado Velvet (Yang): Anitta feat Maluma – Sim ou Não

Já chegamos na cota brasileira dessa parte do Best!!! Anitta teve um ótimo ano, graças ao sucesso de Bang ano passado, que lhe rendeu uma vaga no Just Dance, e, com isso, copiar ainda mais a Beyoncé, chamando o Jay-Z Maluma pro seu melhor single em 2016. Não me espanta se daqui a pouco ela lançar sua própria plataforma de música ou fazer um filminho pro seu próximo álbum…

É meio óbvio o motivo desse ser o lado velvet de libra, mas vou explicar mesmo assim. Librianas e librianos são pessoas completamente indecisas. É daquele tipo que dá voltas e voltas na praça de alimentação antes de escolher qualquer coisa. Seu pior pesadelo é comer no Spoletto. Então todo essa coisa de ficar nesse chove não molha com o crush é tão tipicamente libriana que não tinha como não aparecer aqui.

Escorpião ♏

Lado Red (Yin): Fifth Harmony feat Ty Dolla $ign – Work from Home

Se a Casa de Câncer tem que ter a balada sofrência do ano, a Casa de Escorpião tem que ter o sexy concept mais sexy sem ser vulgar ou até sendo do ano. E o prêmio da vez foi pro Fourth Fifth Harmony, o grupo mais k-pop que os Estados Unidos pode oferecer desde Pussycat Dolls. Tentando manter-se relevantes depois do sucesso de Worth It, as meninas apostaram em engenheiro gostoso concept, o que deu super certo! O clipe é um deleite para os olhos (seja por causa delas ou dos carinhas) e a música pode ser considerada a versão mais lenta de Worth It, dando uma disfarçada no desespero de não serem artistas de uma música só.

Agora que Camille saiu, é ver o que a empresa elas vão fazer agora que conseguiram dois hits seguidos… Será que darão uma de Girls’ Generation, agindo como se nada tivesse acontecido mesmo com o sucesso solo de Jessica?? Nos resta especular…

Lado Velvet (Yang): Dal Shabet – Someone Like U

Diferente do que você deve estar imaginando, essa não é uma korean version da grande balada sofrência da Adele. Someone Like U bem que podia ser a continuação de Someone Like You (perceba a sutileza na diferença no título), uma vez que se trata da vingança das meninas contra o boy lixo. O fato de a vingança em si ser algo completamente tosco e nada a ver foi um acréscimo inventivo a tosqueira diária que o k-pop nos presenteia, que, por incrível que pareça, até faltou em 2016.

Todo mundo lembra de escorpião como o signo mais caliente, mas se esquece que também é o mais vingativo, no melhor estilo Revenge. Se você magoar uma escorpiana ou um escorpiano já esteja preparado para o troco, mesmo que isso tenha acontecido naquela quarta-feira ensolarada de 2008.

Sagitário ♐

Lado Red (Yin): Little Mix – Black Magic

Agora passando para as pseudo-rivais do Fourth Harmony (o ocidente tem tipo dois girlgroups realmente famosos, então obviamente eu ia falar deles :v), Little Mix estava prestes a cair no esquecimento depois do invisível Salute, entããão eu não esperava muito que algo bom ou aproveitável ia vir delas… Bem, que bom que eu estava errado. Black Magic pega toda a doidera ritualística sargitariana (afinal esse é o signo que mais manja de signos #mindblow, que faz mandinga, bruxa do 71, simpatia e tudo mais) e enfia num rapzinho de patricinha que se encaixaria muito bem na discografia de uma princesa da disney em seu segundo cd. Mas o fato de ser lançada como algo sério como um lead single, com o intuito real de hitar entre a população que tira sarro das séries teen da disney foi algo bem ousado, e todo mundo deve intimamente gostar dessas tosqueiras do disney channel como eu, porque isso aqui foi pro topo dos charts @.@’…

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Outro exemplo do mandinga sargitariana concept bem utilizado…

Lado Velvet (Yang): Taeyeon – Why

Sargitarianas e sargitarianos são espíritos livres, talvez por isso sejam tão amo/odeio para o resto do zodíaco. O single da Taeyeon líder do Girls’ Generation se utiliza muito bem dessa característica num tropical house básico, mas com clipe esperto, no qual você parece mergulhar na música e desejar apenas sentir o cabelo no vento e a emoção de uma nova aventura. É algo quase motivacional depois que você escuta por um tempo… O que é muito bom pro estilo da Taeyeon na sua carreira solo, que tinha tudo pra cair nas baladinhas melancólicas chatas que só os coreanos aguentam ouvir até o fim. Na verdade, o mini album inteiro (tirando Starlight que é uma bosta) vale a pena a ouvida, com destaque especial para Fashion.

Capricórnio ♑

Lado Red (Yin): Sia – Cheap Thrills

Ahhhhh a obviedade! Não tinha como essa música passar desapercebida da Casa de Capricórnio, já que as capricornianas e os capricornianos são super pão-duros. Essa coisa de “não preciso de dinheiro para me divertir” é uma das muitas desculpas que capricas dão para economizar seu precioso dinheirinho, bem no Tio Patinhas way of life. O fato de esta música ter sido feita pra Rihanna faz todo o sentido, afinal, não é difícil imaginar algo como o clipe de Work (que tem a mesma pegada de parecer low-budget) pra Cheap Thrills, chegando até a espantar a habilidade que a Sia teve em transformar, pelo menos o visual da música, em algo com a cara dela. Uma pena o álbum não seguir o mesmo gás e perder muito para 1000 Forms of Fear, paciência…

Lado Velvet (Yang): Ladies’ Code – The Rain

Não é só de mão-fechada que vivem as capricornianas e os capricornianos. Eles também tem a característica de ser super fechados também quanto aos seus sentimentos, além de discretamente melancólicos e pessimistas. Dessa forma, não teria música melhor para colocar do que The Rain, uma vez que Ladies’ Code tem o histórico mais trágico da história do k-pop até aqui (duas integrantes morreram em um acidente de carro em 2014). Depois de dois anos sem atuar na indústria, o grupo voltou com apenas com as outras três integrantes, extremamente reflexivo, aumento gradualmente o ritmo dos singles, tanto que o outro single delas esse ano também se encaixaria muito bem aqui. O clipe é lindo e sentimental, tendo um respeito e uma finess muito raras no meio coreano…

Aquário ♒

Lado Red (Yin): Akdong Music – How People Move

A Casa de Aquário é a dos fora da casinha, não tem jeito. Tudo que é propositalmente estranho, diferente, inusitado por si só sem aquele toque pessoal típico de sagitário tem dedo de aquarianas e aquarianos, que defenderão suas criações até o fim dos tempos, mesmo sendo se for “diferente significando ruim” e não “diferente significando bom”. Akdong Musician é uma dupla folk-pop de irmãos de fundo de garagem que ganhou o Ídolos 2 coreano apenas com músicas originais, ganhou um contrato com uma das três maiores gravadoras da Coreia do Sul e lançou o diferente significando bom Play. Agora, dois anos depois, eles voltaram mais insanos que nunca, ligando as suas músicas (é o menino aí em cima que escreve e compõe tudo deles) no 220. É sério, How People Move é uma caixinha de surpresas, com tantos elementos aleatórios que apenas fazem você querer ouvir de novo pra tentar entender como algo assim ficou harmônico. Afinal, não tem como ser mais aquariana a música que coloca até barulho de um fucking elefante no meio dos versos  e tem uma parte de ópera :v (o clipe é outra doidera também, com direito, pra você ter uma ideia, a Fantástica Loja de Brinquedos concept).

Lado Velvet (Yang): Beyoncé – Formation

Mas não é apenas de doideras que vivem as aquarianas e os aquarianos, por mais que elas e eles tentem. Também considerado o signo mais revolucionário e político do zodíaco, a Casa de Aquário tem que, por obrigação, ter o melhor single de crítica social do ano. E não tem como não dar esse prêmio para Beyoncé. A mulher não se cansa de renovar sua imagem e investir os rios de dinheiro que tem em produções cada vez mais ousadas e, por incrível que pareça, cada vez mais coesas. O álbum inteiro tem sua cota aquariana a cada duas/três músicas, mas Formation foi definitivamente o single que causou mais polêmica, ainda mais com a QueenBey jogando ainda mais lenha na fogueira e apresentando-se no intervalo do SuperBowl (a.k.a. a final do Brasileirão dos EUA) fazendo clara referência aos Panteras Negras, uma organização política socialista estadunidense ligada ao movimento negro, que atuou entre 1966 a 1982. A impressão que fica é que este é o ápice da cantora e não terá como ela melhorar…. bem, isso todo mundo já tá chutando isso desde o lançamento de Single Ladies, não é mesmo??

Peixes ♓

Lado Red (Yin): Young Juvenile Youth – Hive

Como é de se esperar, a Casa de Peixes possui os atos mais desconhecidos e brisados de toda a lista. Hive, por exemplo, nem precisa de um clipe nonsense para encaixar nessa categoria. Já escutei tantas vezes essa música e ainda assim não faço ideia do que possa significar… Todo o clima do ritmo se mistura e alterna com as letras em inglês e japonês, deixando aquela sensação de “mergulhar” no interior do ritmo de uma forma bem mais forte e introspectiva e você acaba indo pra lua no melhor estilo Lucas Silva e Silva…

Lado Velvet (Yang): Solange – Don’t Touch my Hair

Solangea irmã não famosa de Beyoncé, decidiu voltar para cena musical no meio desse ano, seguindo a onda de crítica social da irmã (talvez a ideia tenha partido de Solange, porque faz bem mais a cara dela) só que de uma forma bem mais alheia que a QueenBey. Só de ver o clipe aí em cima dá pra perceber que Solange está completamente alheia ao mundo. Parece que ela simplesmente não tinha a menor ideia do que fazer e decidiu por isso mesmo. Que bom que saiu algo bom, não??

Salão do Grande Mestre

Lado Red (Yin): AOA – Good Luck

AOA foi o girlgroup que mais aproveitou 2016. Teve single coreano bom, teve música de interior de álbum boa, teve single japonês bom e single com dancinha tosca. Não tinha como não colocar todo esse esforço no Best, então aqui estão elas! O vídeo aí em cima é o do single coreano bom, se utilizando de salva-vidas concept e com propaganda da Sprite (pra você ver que o grupo não é pouca coisa). Basicamente AOA entrega singles chiclete, com sexy concept envolvendo _______ (insira uma profissão aqui). São músicas simplesmente divertidas e grudentas, não tem como não amar ou esquecer @.@’.

Lado Velvet (Yang): Utada Hikaru – Nijin Dake no Vacance

Utada Hikaru voltou dos mortos em 2016 (ela tinha desistido da indústria musical em 2010) com um cd incrível, que mistura a temática de morte com a de amor de uma forma tocante, representando toda a confusão que foi a vida pessoal dela nesses últimos seis anos. É o melhor álbum do ano, sem sombra de dúvida, e tinha de aparecer na lista de alguma forma. O problema é que o melhor lançamento (juntando os fatores música+clipe) não se encaixava especificamente em nenhum dos signos, apesar de ter uma letra linda, um plot LGBT e um clipe sci-fi inventivo. Então ficou para o bônus mesmo, encerrando a lista com chave de ouro.

Link da Playlist

(PS: Só peço desculpas pela falta de Nijin Dake no Vacance [a última música do Best] na playlist… Como eu uso o youtube pra montar as playlists e a Utada é toda hipster e decidiu lançar o clipe no vimeo, não tem como adicionar na lista :/)

E aí, o que achou do Best Zodiacal?? Sua favorita deu as caras?? Ou acha que seu signo poderia ser muito melhor representado?? Dê seus pitacos aí nos comentários e prepare-se, pois 2017 promete muitas surpresas para o Aquário Hipster…

Best Zodiacal 2016 [Parte 1 – Áries a Virgem]: Qual música americana/brasileira/japonesa/coreana melhor representou seu signo??

Como o ano está acabando, é hora daqueles posts de retrospectiva cavucando os melhores lançamentos do ano e o que realmente valeu a pena escutar em 2016…Mas isso todo mundo faz. Todo pseudo-blog de música que se preze tem algo assim e, bem, para dar um chacoalhada um pouco nessa ideia e ao mesmo tempo puxar a temática de signos do título do blog, o Melhores do Ano as melhores músicas do ano aqui no Aquário Hipster serão dentro do concept Cavaleiros do Zodíaco!!

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Porém, para ampliar o leque das escolhas e não ficar descartando verdadeiros hinos do pop 2016, nossas Casas de cada signo terão duas músicas, na tentativa fajuta de tentar mostrar  o lado red e o lado velvet yin e yang de cada signo. Além disso, assim como no desenho dos Cavaleiros do Zodíaco, no final das escadarias chegaremos ao Salão do Grande Mestre do Santuário, ou seja, as duas melhores músicas de 2016 que não conseguiram se encaixar em nenhum signo especificamente.

É hora de subir as escadarias do Santuário de Athena 2016!!

Áries ♈

Lado Red (Yin): ICIA – Time Bomb

Já começando com um grupo praticamente novo que praticamente ninguém conhece (até porque elas trocaram de nome poucas semanas depois de debutar haha)… Fora isso, que nem chega a ser um defeito, Time Bomb é uma ótima farofa coreana de 2016, com umas das melhores intros do ano (“tchilka tchilka tchilka tchilka tchilka i’m time bomb”). A ideia de bomba relógio não podia representar melhor as arianas e os arianos, afinal, nunca se sabe quando eles estão prestes a explodir principalmente se você fizer algo que os desagrade.

Lado Velvet (Yang): Unnies  feat You Hee Yeol – Shut Up 

Shut Up não é propriamente o lançamento de um girlgroup coreano. Na verdade, faz parte de um reality show lançado esse ano, chamado Unnies Slam Dunk, que reuniu várias sub-celebridades e a Tiffany do Girls’ Generation para realizar o sonho de cada uma delas no decorrer dos episódios. Como o sonho de uma delas era lançar uma música num grupo, surgiu o pseudo-grupo com o intuito de divulgar apenas essa música. E que música! Apesar de não fugir do que aparecia na Coréia do Sul até o ano passado, faltaram músicas agráveis assim no k-pop de 2016 e poucas tiveram clipes com tantos tapas na cara como este aí.

Claro que é justamente por conta desses tapas que Shut Up está representando o lado velvet de Áries, afinal, é difícil para uma ariana ou um ariano sentir raiva sem exteriorizá-la. E isso não é necessariamente um ponto ruim, principalmente no caso do vídeo, onde toda a raiva é em direção aos boys lixo (dica: veja com as legendas em inglês ligadas).

Touro ♉

Lado Red (Yin): Bom – Ludmilla

Nem tudo que é de Touro tem que  ser relacionado a comida, né?? ………. pode ser também a bebida!!! Piadas ruins a parte, essa equação “bebida + cama + você = bom”, sem muita pseudo-sacanagem nem sexy concept mais explícito é uma boa forma de representar o amor taurino. Bem aquela coisa de dormir agarradinho, sabe??

Sobre Ludmilla, só tenho elogios. Ela está sabendo muito bem como escalar até o topo do “brazilian pop” ainda em formação, sem precisar plagiar a Anitta ou seguir com o mesmo tipo de música dela. Daqui a alguns anos, provavelmente, Ludmilla estará no mesmo nível internacional de Anitta, e a trindade sagrada do futuro B-Pop estará consolidada (Anitta x Valesca x Ludmilla).

Lado Velvet (Yang): Rihanna – Work

O lado mais soturno da Casa de Touro está sendo habitado por simplesmente O HINO NORTE-AMERICANO DO ANO, que Rihanna fez o favor de nos presentear junto com o ship dela com o Drake. Sobre a música, a Casa de Escorpião seria uma escolha óbvia, mas completamente errada! Assim como Bom, esse negócio de fazer amor depois de trabalhar o dia inteiro, com um aspecto até meio cru, é tipicamente taurino.

Claro que Rihanna não se cansa de entregar singles ótimos que estouram na Billboard e renovam a imagem dela. A diferença de Work é que essa música vem com uma força e inventividade (ela força o sotaque de Barbados que ela tinha no começo de carreira, para você ter uma ideia) que não mostrava há anos, desde de Diamonds.

Gêmeos ♊

Lado Red (Yin): Red Velvet – Russian Roulette

Red Velvet é um grupo tão geminiano que até dá medo. O grande concept dele roubado para este post, inclusive era trabalhar dois lados: o red (mais alegre, fofo, insano) e o velvet (mais sombrio, soturno, sofrência). A empresa delas acabou destruindo a chance dessa dualidade continuar depois que o EP do lado velvet vendeu pouquíssimo, sendo esse single aí em cima considerado lado “red velvet”. Mesmo assim, a staff por trás do grupo não conseguiu conter sua vibe geminiana e lançou Russian Roulette que, apesar de ser um synthpop genérico, tem o clipe mais falsiane do ano. Nada como empurrar um piano na cabeça da sua aminimiga que nem fazem no Tom & Jerry, né?

Lado Velvet (Yang): Stellar – Sting

Stellar é um grupo que vem criticando o cenário musical coreano desde que abusou do sexy concept em 2014 enquanto traz ainda mais coisa pra chocar a família coreana média em seus clipes. Sting pode não ter sido a melhor música do ano para o grupo, mas certamente, a crítica aos fãs tarados foi on point, ainda mais com a dualidade de mostrar ainda mais material para encher os olhos desse tipo de fã. Isso representa muito bem o aspecto falante de gêmeos, criticando o sistema e tals, ainda mais dentro da dualidade (nesse caso: criticar x ser criticado) típica desse signo.

Câncer ♋

Lado Red (Yin): Selena Gomez – Hands to Myself

Não é apenas de sofrência que vivem as cancerianas e os cancerianos (aguarde o lado velvet). Por isso mesmo temos Selena Gomez, sendo tão stalker como qualquer pessoa de cancêr é nas redes sociais. Selena está sabendo levar muito bem sua carreira solo desde que deu um chega pra lá na Universal Records. Só uma pena que os problemas emocionais dela a deixaram impossibilitada de continuar a lançar música no ritmo de antes… Mas logo ela melhora e lança mais coisa boa, tenho fé…

Lado Velvet (Yang): Tiffany feat Simon Dominic – Heartbreak Hotel

A Casa de Câncer tem que ter, por regra, a balada sofrência do ano. Como Utada Hikaru não fez um clipe muito decente para Hanataba wo Kimi ni, ficamos com Tiffany aquela das Unnies de Áries em sua melhor faixa solo até agora. O clipe é realmente decadente e não eu consigo mais escutar essa música sem lembrar alguma vez que fui trouxa na vida, o que por si só é incrível porque baladas coreanas nunca me convenceram muito. Obviamente o fato de eu adorar a Tiffany deve ajudar, mas a música realmente impressionou.

Leão ♌

Lado Red (Yin): Bed In – Gold no Kainan

Bed In é uma dupla incrível. Essas duas mulheres perto de seus quarenta anos debutaram a pouco e lançam música que lembra abertura de anime dos anos noventa (tenta escutar a música aí em cima com os olhos fechados, é muito difícil não imaginar cenas de coisas como Cavaleiros do Zodíaco ou Dragon Ball passando pra introduzir o episódio do dia). Kaori (a dourada) e Mai (a prateada) chegam até a imitar os trejeitos exagerados, os gritinhos e o visual trash da música japonesa do final do século passado. Como não amar algo que é tão tosco de propósito??

E por que raios essa música está na Casa de Leão?? Digamos que divar e fazer carão fazendo sexy concept é fácil, agora, lançando música trash e ainda por cima fazendo isso tudo se tornar crível: apenas leoninas seriam capazes.

Lado Velvet (Yang): Sistar – I Like That

Ah, uma das melhores farofas que 2016 conseguiu proporcionar pra Coreia! Assim como em Gold no Kainan, todo o shade que as meninas do Sistar jogam para o telespectador é incrível! Ainda mais contando que todo mundo estava esperando que elas acabassem e dessem disband que nem 4Minute, KARA e 2NE1 (todas debutaram mais ou menos na mesma época). Além disso, a parte icônica “I’m so fine! I’m so fine! nengase daru nambioul don’t touch me” não podia ser mais leonina em questão de amor próprio. E, claro, existe clipe mais leonino cujo roteiro se resume a “como somos divas”? Não, não existe.

Virgem ♍

Lado Red (Yin): Namie Amuro – Mint

De todas as música aqui nessa parte do Best, talvez Mint seja a mais tradicional e sem algo a mais. Nada muito diferente que Namie lança em seus mais de vinte anos de sucesso no Japão. Isso não quer dizer que a música está ruim nem nada do tipo, porque é justamente o contrário. Algumas cantoras lançam seu melhor quando trabalham no automático (na verdade, temos de agradecer por ela fazer alguma coisa dançar no clipe, algo que de uns tempos pra cá ela tem renegado por preguiça), algo dentro das expectativas virginianas. O signo de Virgem é bem pé no chão e adora criticar alguma inovação que deu errado, então keep it simple que dará certo, algo que Namie faz muito bem, afinal, ela é de fato virginiana.

Apenas perdão pela short version no vídeo. O Japão adora dar uma de Beyoncé e ter sua própria plataforma de música pra vários atos seus, mas, como a playlist é no youtube, achei melhor manter a versão de lá mesmo… Não que os outros 1,5 min da música fosse alguma coisa diferente que o clipe já não mostrou… Como eu disse antes: keep it simple que dará certo.

Lado Velvet (Yang): Naiara Azevedo feat Maiara & Maraisa – 50 Reais

Pra eu gostar de uma música sertaneja, claramente tinha de ser apenas cantorAs, não é mesmo?? De toda forma, virgem é um signo extremamente prático e adora quando o mundo confirma que ele estava certo. A letra de 50 Reais é exatamente esses dois pontos fundidos num sertanejo de voz feminina. Tanto que essa música simplesmente catapultou a antítese de Paula Fernandes Naiara Azevedo e Maiara & Maraisa como as novas divas do sertanejo. Atenção para o refrão que facilmente sairia da boca de uma virginiana ou de um virginiano: “E para ajudar a pagar a dama que lhe satisfaz, toma aqui uns cinquenta reais”.

Link da Playlist

Eis que estamos agora na metade da escadaria do Santuário do Pop 2016. Não perca a segunda parte do Best Zodiacal e a chegada até o Salão do Mestre do Santuário: mais singles americanos darão as caras e, ainda por cima, um single brasileiro!! Adivinhem as faixas aí nos comentários e aguardem a próxima e última parte para logo depois de sua festa de Natal!!!

Animais Fantásticos e Onde Habitam [Review]: J.K.Rowling aposta em Pokémon realness para seu comeback, será que valeu a pena??

Depois da bomba que foram os últimos filmes do Harry Potter, era muito difícil imaginar que J.K.Rowling tentaria outra desventura cinematográfica dessas. Porque (A) ela já é tão rica quanto a fortuna que o jovem Príncipe Jorge ainda irá herdar, (B) o fim da saga de filmes Harry Potter foi bem ruim se comparado aos livros  e (C) provavelmente ela queria escrever algo diferente pra variar. Mas, bem, nenhum desses motivos impediu a mercenária de lançar mais um filme da franquia (e pode considerar que ela lançou mesmo já que a J.K. está produzindo e roteirizando o filme). A grande questão é: vale a pena ver esse novo filme?? Ou é só um fillerzinho pra roubar nossos centavos??

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[Aviso: Spoilers]

A Trama

Os Animais Fantásticos é tudo que um fã de Harry Potter potterhead poderia sonhar, só que não. A trama não é a esperada continuação de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” e nada tem a ver com o bruxinho de óculos. Ao invés disso, seguimos Newt Scamander, o adorável magizoologista na Nova York da década de 1930, com objetivos francos e puros até ser imerso em uma espécie de conspiração para revelar o mundo bruxo para os trouxas não-magi.

Sinceramente, a premissa foi muito boa. Se em Harry Potter saímos do mundo trouxa para o mundo bruxo, em Animais Fantásticos fazemos justamente o contrário. Este fato acabou por renovar a criatividade por trás da saga de Harry Potter, mesmo não sendo uma ideia lá muito inventiva. Além disso, a impressão da magia fica bem maior no passado, não é mesmo?? Tipo, se hoje cozinhar em poucos minutos é algo comum, no passado, isso só podia ser considerado mágica… Pegou a ideia??

Sem contar que, bebendo da fonte (in)direta de X-Men, toda a questão do preconceito é posta como um subtexto, podendo ser claramente relacionada tal qual X-Men aos movimentos feministas, raciais e LGBT. EEEE, não contente com isso, J.K. ainda coloca a questão da preservação do meio ambiente e dos animais em extinção (representado pelo próprio perigo que corre os animais fantásticos em decorrência da ação humana).

Resumindo: a trama principal está bem delineada, tem subtextos e segue forte sem qualquer problema. O grande problema, infelizmente, ficou pra falta de consistência do pano de fundo, cheio de informações jogadas sobre um tal de Grindewald, completamente confusas para quem não leu os livros.

De toda a forma, o filme ganha muitos pontos por resgatar a aura inocente que Harry Potter tinha no começo da franquia. Porque, convenhamos, a magia ficou muito menos mágica a partir do Cálice de Fogo… Não porque o roteiro ficou ruim isso só ia acontecer a partir de a Ordem da Fênix, mas porque a magia não surpreendia mais. O vilão e o herói se tornaram tão definidos que não tinha mais espaço para se maravilhar com um feitiçozinho aqui e ali.

Os Personagens

Newt Scamander (a.k.a. Oscar de Melhor Ator Principal/2016) é, como já disse, adorável. Não tem como não simpatizar com o jeito bobão e atrapalhado que ele possui. Na verdade, numa análise mais profunda, ele é a clara antítese do Harry Potter (e por isso eu devo ter me apaixonado por ele, já que o Harry é o pior personagem da saga), porque enquanto o passado obscuro e triste do bruxinho é marca em sua vida, os traumas de Newt estão escondidos em camadas de bom humor e atitudes a la Doctor Who (e isso é um elogio).

Popertina Goldstein (a.k.a. a mulher do Steve Jobs no filme que tem o Ashton Kutcher) pode parecer uma personagem bem rasa na sua primeira aparição. Ela serve bastante de escada pro Newt, mas isso não tira um pouco do brilho dela, principalmente envolvendo ela interagindo com o coitado do Creedence. No fim, ela é a típica personagem da amiga nas comédias-românticas: parece que não tem cheira nem fede, mas se tirar da história, o filme fica ruim.

Jacob Kowlski (a.k.a. um atoe aí que já dublou Kung Fu Panda) é o Watson para o Sherlock de Newt. O fato de ser um trouxa não-magi em meio ao mundo bruxo nos faz identificar com ele, que acaba por ser nossos olhos frente a loucura das sequências das criaturas mágicas. Um personagem simples e encantador justamente por ser assim. E o melhor de tudo: ele não é magro, não é atlético, nem nada. Ele é protagonista e é gordinho. É incrível ver uma franquia grande dessas apostar em um personagem fora dos padrões de beleza do ocidente. Palmas a ele.

Queenie Goldstein (a.k.a. Alison Sudol – muito nova ainda na carreira de atriz pra ter uma referência), apesar de ser a que menos aparece dos mocinhos, ganhou meu coração. Talvez seja a semelhança com a Jean Grey (que combina perfeitamente com o subtexto de preconceito dos X-Men), afinal: ruiva e lê mentes. Ou o romance com o Jacob (muito fofo >_<). Me pergunto se J.K. Rowling assumiu que se inspirou realmente na Jean ou se foi só “coincidência”…

Percival Graves (a.k.a. Mercenário do filme do Demolidor) foi uma surpresa… Não só porque ele é na verdade o tal do vilãozão da saga (o Grindewald que falei lá em cima), mas porque fiquei o filme inteiro me perguntando se ele era vilão ou não. No fim ele era. Mas que vê-lo se transformar no Johny Deep foi realmente surpreendente.

Credence Barebone (a.k.a. o Flash do mundo cinematográfico da DC) poderia ser um protagonista de “O Lar das Crianças Peculiares da Srta. Peregrine”. O ator já tem A cara para fazer alguém “esquisito”, ainda me jogam numa criança que sofreu abuso a infância inteira da mãe porque era um bruxo?? Sen-sa-ci-o-nal. Só uma pena que ele apareceu pouco na trama e já morreu (ou será que não??)… Bem, pelo menos agora tô tranquilo quanto a competência desse ator pra interpretar o Flash.

Mas quem rouba a cena mesmo, não tem como negar, são os pokémons animais fantásticos (por isso os vários gifs aleatórios). São tantos e tão diversos que realmente lembrou a época em que eu assistia Pokémon e me encantava toda vez que algo novo aparecia na Pokedex. A cada dez/quinze minutos do filme uma nova criatura aparece para fazer seus olhinhos brilhar… Parabéns aos efeitos especiais!! Está tão impecável que nem tem o que dizer além disso mesmo…

A expectativa que fica é ver mais desses animais conforme a franquia evoluir.

O que o filme agregou para Harry Potter??

Confesso que não li os livros, por isso tive que dar uma pesquisada a fundo para entender quais eram as grandes revelações que o filme trazia em relação a saga principal. Se você também não leu o livro, aqui está uma pequena explicação pra você:

Parece que a briga que Dumbledore teve com o Grindewald foi porque os dois namoraram e tipo, o carinha só tava usando o diretor pra pegar o poder da irmã dele, que, pelos relatos nos livros da primeira saga, também era uma obscurus. Isso significa que provavelmente nos próximos filmes veremos um Dumbledore jovem e a aproximação desses dois, já que a batalha parece que aconteceu em 1945.

Bastante impressionante, né?? Uma pena que nem os filmes do Harry Potter nem Os Animais Fantásticos ajudaram para nós, não-potterheads, entender isso sem um pouco de Google.

Pelo menos a ideia é que este filme é o começo de uma franquia de cinco filmes. Ou seja: ela terá tempo de desenvolver MUITO BEM toda esta história envolvendo o Dumbledore e o Grindewald.

Veredito

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” é o filme leve que nem Pokémon a saga do Harry Potter precisava desde o Cálice de Fogo. A história principal é simples, e talvez, por isso não agrade todos, mas realmente vai conseguir atrair novos fãs para a franquia. O grande problema mesmo foram as grandes referências que esses novos fãs perderam, mas isso nem chega a ser muito culpa desse filme, mas sim das adaptações do outros filmes da saga…

Playlist Semanal #2 (13-30/Nov no K-Pop): Quando o girl power e a representação LGBT resolvem dar as caras na Coreia do Sul

Depois de uma certa decepção de grandes atos coreanos na playlist passada e da época de provas, revolvi esperar o mês de novembro acabar pra ver se achava coisa boa o suficiente pra encher a segunda playlist. E não é que deu certo??

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Por um lado, não teve quase nenhum ato conhecido que preste (ironicamente, dois deles figuram nessa playlist, que nem na outra), por outro, o mundo nugu dos cantores desconhecidos desovou umas musiquinhas legais… Vamos ver quantas cantoras e cantores que você ainda não conhece eu consegui elencar??

JungGiGo feat Paloalto- Hey Bae

[Hey Bae – ?th Single]

Esse nem eu faço ideia de quem seja. Juro que tentei procurar sobre a carreira dele pela internet a fora e não achei ABSOLUTAMENTE NADA, por isso não sei que raios de single é esse. Maaaaas, por que ele está aqui então?? Simples: MÚSICA BOA.

Uptown Funk foi praticamente a Ain’t No Other Man dessa década, trazendo todo o swing do som americano da década de 50/60 pra moda musical. Esse cara aí resolveu fazer o mesmo e deu muito certo. Nem o clipe em que não acontece absolutamente nada conseguiu estragar o swing da música, que de k-pop só tem o cantor mesmo. Com certeza se fosse um ato americano x teriam várias e vários babando por aí, mas esse é mais uma realidade do dia a dia do capopeiro médio…

LOONA (Heejin + Hyunjin) – I’ll Be There

[Hyunjin – The 2nd Single]

LOONA deve ser um dos projetos mais megalomaníacos do k-pop neste ano. A grande ideia do grupo é: debutar cada integrante solo todo o mês, aí, depois das doze integrantes terem seu espaço ao sol, o grupo debuta como um todo. A ideia poderia ser muito mal executada se desovassem aquelas musiquinhas temas de novela coreana ou aquele conceito fofo básico, passando completamente despercebida… SQN!!! Mês passado foi o debut da primeira integrante (a.k.a. Heejin), e, sinceramente, fiquei impressionado com a qualidade da música e do clipe. Parece que essa Black Berry Block Berry Creative quer entrar no jogo pra valer e, pelo menos em uma das músicas do mês, o mês 2 também valeu a pena.

Apesar de o grande enfoque do projeto ser a segunda integrante (a.k.a. Hyunjin), a faixa solo dela é uma daquelas melodias lentas bem basiconas e só ganha pontos pelo clipe nada a ver com direito a cabeça de gato gigante concept (que inclusive está na imagem principal do post pela iconicidade). Agora, a faixa das duas juntas, que por si só já é uma ideia interessante da empresa, é boa no nível do mês passado <3. Os “dandandaran” abrem a faixa com tudo e só eleva o tom enquanto vai se aproximando do refrão. Os passinhos simples estão super ok com o clipe #BBF concept uma ótima ideia pra disfarçar o baixo orçamento. É uma música simples e tranquila, que, depois de umas duas ouvidas, você já vai se pegar cantando as partes em inglês do refrão repetidamente.

KNK – U

[Remain – The 2nd Mini Album]

Existem músicas de boybands que são boas que nem parecem que são de boybands. Parece que, por algum motivo qualquer, todos os girlsgroups disponíveis recusaram a música dos produtores e eles, desistindo, deram pra uma boyband qualquer. U é exatamente isso. É muito fácil imaginar alguém como f(x) ou o lado velvet de Red Velvet lançando essa delícia. Pelo menos elas teriam um clipe, visto que a empresa desse tal de KNK nem conseguiu gravar o clipe direito e acabou só colocando no Youtube a versão deles dançando mesmo… De toda forma, é só fechar os olhos e imaginar as vozes feminas que é sucesso.

A coreografia deles tá legal também, mas nada que qualquer outra boyband não faça igual, então vamos para o próximo ‘-‘…

Sol T – Bad Girls

[Bad Girls – The 2nd Single]

2NE1 acabou. 4Minute acabou. Miss A está pra implodir. A Coreia está necessitada de girl power concept que nenhum grupo consegue desovar como esses três. Obviamente, as pequenas empresas estão de olho nisso e, depois de BULL-DOK e Matilda, agora veio Sol-T (sério, que raios de nomes são esses?? KKKK) pra abarcar as viúvas e viúvos do gênero. O clipe é bem básico mesmo, porque nem todo mundo nada em dinheiro como a YG e a SM, mas a dancinha está rídicula no sentido bom da palavra se é que isso existe e elas estão bonitas. De longe a música mais fraquinha da playlist, mas o que posso fazer?? Sou um dos viúvos…

Cosmic Girl feat San E – Don’t Worry ‘bout Me

[Don’t Worry ‘bout Me – The 2nd Single]

Essa Cosmic Girl é tão desconhecida quanto o primeiro da lista. Na verdade, só sei que este é o segundo single dela porque acompanhei quando ela debutou mais cedo esse ano. Na verdade, o nome dela é Jooyi e ela é uma das mil ex-integrantes do RaNia (não tem problema em não conhecer, elas tiveram uma música de sucesso e olhe lá…), e está apostando num pop-cult concept. Este é o primeiro clipe dela e, sinceramente, está incrível! Aqui é a badass bitch séria que não precisa usar espinhos e fritar na velocidade do rap pra parecer assim. O R&B da música é simples ao ponto de lembrar uma faixa de interior de álbum de qualquer rapper americano, mas isso ser lançado na Coreia por uma solista, em pleno mar de conceito fofo, é um ponto fora da curva grande demais para não ser notado. Que venham outros singles, que venham mini-albuns… I’m ready to be surprised!!!

O rapper combinou perfeitamente com a música e, sendo o cara que lançou a música criticando a situação política que a Coreia do Sul está passando agora, apenas deixou a música melhor.

Sistar feat Giorgio Moroder – One More Day

[One More Day – The 7th Colaboration Single]

Antes que você pergunte, Giorgio Moroder é um velho produtor italiano que, por um motivo qualquer, resolveu apostar no K-Pop para ganhar uns dinheiros a mais. Sistar, se você estiver se perguntando também, é um grupo vivido que deu a volta por cima e lançou SEU MELHOR SINGLE EM TEMPOS há uns meses. A impressão que fica é a que a Starship Entertaiment (a empresa do Sistar) viu que o solo da líder do grupo (a.k.a. Hyorin) flopou e resolveu dar outro hino pro grupo desovar antes que a Coreia do Sul seja engolida pelo ciclone natalino.

A grande questão é que, se fosse só pela música, seria incomum, mas, ainda sim, esperado. Agora, colocar a questão LGBT VISIVELMENTE no clipe, sem subtextos, sem duplas interpretações, foi icônico. Lembrou concepts que K.Will, After School e BesTie já fizeram, só que melhor. Fechou o fraco ano de 2016 com algo melhor do que ele merecia.

Depois de lançar dois hinos seguidos, dá até medo do hype que Sistar criou para o ano que vem. Por enquanto, é só dar replay e ver sua favorita fracassar enquanto essas aqui rolam em dinheiro.

ShiNee – Tell Me What to Do

[1 and 1 – The 5th Album Repackage]

Quanto teve a notícia de que ShiNee voltaria com uma musiquinha lenta, já me preparava pra desgostar muito e ver como o repackage ia estragar a beleza do último álbum deles (a.k.a. 1 of 1). Isso de fato ocorreu, mas pelo menos o single é uma música boa. A melodia da música consegue se sobressair aos gritos deles (o que é muito raro nas músicas lentas coreanas) e realmente agrega alguma coisa pro camarote pra ideia que a música quer passar. Nada que inove a discografia do ShiNee, mas de todas as musiquinhas no mesmo estilo dessas duas semanas, foi definitivamente a melhor.

Quanto ao clipe, se tratando de um grupo veterano e ainda da SM Entertaiment, só não é o melhor da lista porque Sistar resolveu hitar duas vezes no mesmo ano. O surpreendente é que apenas DOIS deles gostem da menina!!! E eles ainda brigam entre si por isso!!!! Para você, acostumado a música pop americana média, isso parece o mais óbvio, mas nunca subestime a breguice do k-pop. Em 99% dos casos, todos amam a mina e estão okay com isso e tals, bem no estilo daqueles animes reverse-harem ou naqueles otome games, então qualquer coisa que fuja a isso já é uma vitória.

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Essa cena máfia concept foi a melhor que achei do gênero reverse-harem. O nome do anime, a propósito, é Arcana Familia, deve até ser legal, quem sabe…

Link da Playlist

Enfim, essa foi a segunda playlist sobre novembro e última que não será englobada nos bests anuais de 2016 (porque ficar cavucando entre singles natalinos de dezembro não dá, né??). Então aguardem que as próximas não ficarão só pela Coreia do Sul não, hein??

Sim!!! SUA FAVORITA AMERICANA/BRITÂNICA NÃO ESTÁ A SALVO!!!

 

 

 

 

Doutor Estranho [Review]: Depois de três de filmes de heróis hipsters, Marvel já pode pedir música no Fantástico

A Marvel sempre está tentando se reinventar. Desde que estourou o primeiro filme dos Vingadores, a Marvel tenta solidificar novos heróis e fazer novos hits, enquanto que procura, com estes heróis desconhecidos, atrair fãs que já se cansaram da fórmula Vingadores/Vingadores: A Era de Ultron/ Capitão América: Guerra Civil. A esquemática parece tão previsível que, desde 2014, temos um novo herói de nicho sendo introduzido a este universo (Guardiões da Galáxia em 2014 e Homem-Formiga em 2015). Será que Doutor Estranho conseguiu ser bom o suficiente para ganhar o posto de Filme Marvete Hipster do ano? Ou a tentativa de introduzir mágica ao mundo completamente científico da Marvel caiu por terra?

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[Aviso: Spoilers]

A Trama

Como mestre das artes místicas e mago supremo da Marvel, é difícil imaginar o Doutor Estranho antes da magia atingir sua vida. Talvez por isso que o filme ser uma história de origem estranhe trocadilhos a parte num primeiro momento. O fato é: desde logo a Marvel já te deixa de queixo caído e isso não é pouca coisa. Para um estúdio que parecia estar requentando ideias com os filmes de personagens mais famosos (tirando Capitão América 2, é claro), Doutor Estranho é um ponto fora da curva maior que Guardiões e Homem-Formiga.

E onde reside este aspecto, especificamente? Na magia e na seriedade.

Sendo o Universo Cinematográfico da Marvel recheado de cientificismo, rendo praticamente todos os acontecimentos ficcionais uma explicação científica, choca o fato de a Anciã ensinar nosso herói que algumas coisas simplesmente não tem explicação. Isto é incorporado ao filme de forma natural, apesar de usar como saída preguiçosa para deixar furos, como o crescimento das habilidades místicas do Strange.

Quanto a seriedade, este é um dos primeiros filmes da Marvel que se leva a sério, no sentido que, mesmo o filme sendo engraçado, você consegue sentir toda a tensão do conflito (diferente de coisas como Thor, Homem de Ferro 3, Vingadores: A Era de Ultron e Capitão América: Guerra Civil, não é mesmo?). A Marvel prometia fazer um épico a la Vingadores desde 2013 e finalmente lançou um filme que se aproximou disso.

A única grande falha é do meio para o fim do roteiro, que fica bastante acelerado, e soa desleixo com um filme com capacidade de ter um roteiro bem fechadinho – uma desvantagem de fazer de fazer uma introdução super elaborada para Strange – mas nada que torne o filme necessariamente ruim.

Os Personagens

O Doutor (a.k.a. Sherlock) ficou simplesmente perfeito. Ele está para o Doutor Estranho assim como Robert Downey Jr. está para o Homem de Ferro. Eu podia ficar rasgando seda aqui pra ele e pra atuação dele, mas a última frase resumiu bem minha opinião.

O vilão (a.k.a. Dr. Hannibal) não é particularmente um personagem forte tanto que eu nem me dei ao trabalho de pesquisar o nome dele pra relembrar, mas está bem melhor do que os últimos vilões da Marvel tiveram a oferecer. Nada no nível do Loki, mas também não chega a ser um Barão Von Strucker da vida.

A “mocinha”, Rachel Palmer (a.k.a. Regina George), é uma das melhores da Marvel chupa Pepper! justamente por ser ativa na trama e importante por seus próprios méritos e até para a sobrevivência dos magos (nada como uma enfermeira da emergência de plantão pra dar uma força, não é mesmo??).

A Anciã (a.k.a. A Feiticeira Branca) é simplesmente incrível e roubou toda a cena. Um dos melhores acertos na produção do filme foi trocar o sexo do mentor (nos quadrinhos o Ancião é um homem), porque ter apenas Rachel McAdams como protagonista feminina seria bem desagradável. E ainda colocar ela como a Maga Suprema da Terra?? Como não amar?? Ponto positivo para um gibi dominado por personagens masculinos.

Wong (a.k.a. Kublai Khan), o parceiro cômico sério, foi ideal para as piadinhas marvetes do filme sem soar cansativo nem forçado como o Homem de Ferro certos heróis…

O pior de todos acabou sendo Mordo (a.k.a. o protagonista de 12 Anos de Escravidão) que não convenceu muito, ainda mais no final da trama… Mas esse radicalismo todo dele faz sentido, ainda mais se contrapondo com a flexibilidade do Doutor. Afinal, nos quadrinhos mordo é a Bruxa Má do Oeste o grande vilão do Doutor Estranho, então num próximo filme é bem capaz que seja ele o arqui-inimigo (graças a deus!!!).

O engraçado é perceber o investimento que a Marvel fez para esse filme dar certo. De todos os nomes principais do elenco, só o Wong não foi premiado pela crítica especializada, tanto do cinema quanto da tv. Agora a escolha da Brie Larson pra fazer a Capitã Marvel não parece tão esquisita não??

O que o filme agregou para a Guerra Infinita?

Com o olho de Agamoto contendo a joia do infinito que faltava, já sabemos a localização de todas as joias do infinito que o Thanos já pegou ainda vai roubar:

  • Joia do Espaço (Azul) – Está teoricamente sendo guarda por Heimdall em Asgard
  • Joia da Mente (Amarela) – Está na cabeça do Visão
  • Joia da Realidade (Vermelha) – Estava no Museu do Colecionador, mas como o lugar meio que explodiu em Guardiões da Galáxia, já deve estar com Thanos a essa hora
  • Joia do Poder (Roxa) – Está sendo guarda pela Cruela Tropa Nova
  • Joia do Tempo (Verde) – O filme nos revelou que a está amuleto O Olho de Agamoto, guardada em Kamar-Taj, esporadicamente no pescoço do Doutor…
  • Joia da Alma (Laranja) – Ainda sumida por aí… Bem capaz de aparecer em Thor 3 ou nos Guardiões 2…

Veredito

Doutor Estranho é uma brisa fresca para os últimos filmes da Marvel. Mesmo não sendo engraçado como Guardiões da Galáxia ou Homem-Formiga, o filme tem seus méritos pela brisa mágica e pelos atores de alto calibre que compõe o elenco. Certamente, mesmo com o roteiro um pouco corrido, foi um acerto da Marvel…

Uma pena que vai ser o último filme solo novo até o Pantera Negra… O jeito é torcer para Guardiões 2 fazer o papel de filme herói hipster do ano que vem, porque, sinceramente, se for pra depender de Thor 3…

Cena Pós-Créditos

Falando no martelinho, a primeira cena pós-créditos deu ótimas pistas para o próximo filme do Thor e até conseguiu dar um pouco de hype pra um filme que 99% dos geeks em geral acham que vai ser horrível.

A cena é simples: o Doutor Estranho (já todo emperiquitado no posto de Mago Supremo), conversa com Thor para avisá-lo para sair da Terra o quanto antes, porque os asgardianos são uma ameaça e tals… O que Thor responde é que vai sair em busca de Odin, o que significa: já sabem que Loki tá se fingindo de Odin em Asgard (como mostrou a cena pós-créditos de Thor 2)!!!!!

Agora, se isso é só coisa que o Thor sabe, ou se no meio termo desses últimos filmes Asgard esteve em uma verdadeira Guerra Civil por conta das mentiras de Loki é algo que só saberemos ano que vem… É torcer pra ser pelo menos “legalzinho” o filme… @.@’

Playlist Semanal #1 (6-12/Nov no K-Pop): Será que B.A.P, T-ara, BTOB e Mamamoo levaram a melhor??

Depois de três posts soltos em setembro, obviamente parecia que este era mais um blog morto sem nem antes ter tentado de verdade ter seguidores… Só que não!! Aquário Hipster está de volta no objetivo de cumprir a meta de, no mínimo, dois posts por semana! E o primeiro deles já está no ar: os melhores atos capopeiros da semana!!

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Numa semana que voltaram atos conhecidos e esperados como B.A.P, BTOB, Mamamoo e o apocalíptico T-ara, quem será que levou a melhor?? Ou apenas lançamentos nugus ignorados do allkpop mostraram algo que valha a pena ouvir?? Descubra aí embaixo:

ToppDogg – Rainy Day

[First Street – The 1st Full Album]

Pra começar o post revival do blog nada como algo smooth e digno de ser intro de algum full album que preste, e confesso que não esperava que isso viesse de uma boyband, quem dirá ainda de uma que é praticamente desconhecida para o capopeiro médio…

No momento em que escutei Rainy Day, associei na hora com The Rain, do Ladies Code, que é muito melhor, e, exatamente por isso, não curti a música. Mas depois de um dia com os “oh ohs” na cabeça, o replay factor desse negócio acabou me vencendo…

BOYS24 – E

[E – The 1st Single Album]

Eu nunca imaginei que a versão masculina do Produce 101 iria lançar alguma coisa legal, e confesso que só vi esse mv pra confirmar minhas suspeitas (até porque este lugar na playlist estava reservado para Momoland ou T-ara, mas as duas músicas foram sofríveis x.x). Mas, gloob, como eu estava enganado .o. A música impressionou muito por si só! Parece algo retirado do catálogo 2010-2011 capopeiro, o que não é pouca coisa, ainda mais com os toques de música árabe e as palavras em inglês completamente sem sentido em sequência que estão juntas apenas porque começam com E. Sem contar as roupas de papel alumínio direto de 2NE1 em 2009 que deram um toque a mais.

E o mais incrível é que essa é ainda a primeira música dos vencedores do programa @.@’ Vamos ver como eles se saem nos próximos… A expectativa definitivamente aumentou…

Hyolyn – Paradise

[It’s Me – The 1st Mini Album]

Eu nunca liguei muito pro Sistar antes do lançamento de I Like That e achava as músicas delas bem fraquinhas se comparadas com os singles do começo da carreira. Quando Hyolyn começou a desovar pré-releases, ouvi sem qualquer pretensão e fiquei surpreso dela apostar num R&B anos 2000s pra dar um up na carreira solo. Obviamente depois de duas músicas mais lentas, tinha de vir algo mais rápido e Paradise vem cumprir esse papel.

Depois de ver o mv está claro qual é a estratégia de Hyolyn: roubar o single 2016 de HyunA e apostar com tudo no concept sexy and fun dela numa tentativa de chamar atenção de 4nias desesperançosos depois de escutarem o debut solo morno de Jiyoon. Fanfics a parte, a música está bem legal e descompromissada, e o clipe está bem melhor que o da própria HyunA fez esse ano. Só poderiam ter posto ela pra gritar mais no refrão (porque alcance vocal ela tem de sobra), deixando ele bem mais explosivo e grudento.

Mamamoo – Decalcomanie

[Memory – The 3th Mini Album]

De longe o melhor ato coreano da semana, Mamamoo soube jogar muito bem suas cartas aqui. Depois de um full album mediano e três fucking pré-releases nesse semestre, a antecipação que se criou em cima desse comeback foi, no mínimo, alto. E, devo dizer, esse foi um dos poucos atos de 2016 que realmente cumpriram minhas expectativas.

Está tudo no ponto: elas estão lindas, o clipe de seis minutos deixa a música rapidinha épica, a própria música em si conseguiu dar uma renovada com elementos mais pop e duas partes de rap, a Moonbyul arransando no Michael Jackson concept e a Hwasa sendo Hwasa mostrando que femme fatale concept é a cara dela. A única bola fora aqui foi a perturbadora cena do beijo da Solar, que “simplesmente” romantizou abuso sexual… Por sorte, eles editaram novamente e colocaram uma nova versão no ar. Talvez foi até uma estratégia da companhia pra atrair mais buzz pro single pela polêmica. Mas, sinceramente, podia ter ficado sem essa…

Kim So Hee – Navigation

[Shop King Louie OST – Part 1]

Eu já estava pronto para colocar aqui o debut do VICTON (pelos carinhas fofos e subtexto homossexual por todos os cantos do mv) ou o comeback do Astro (pelo mv inventivo), mas me deparei com essa coisa no feed do allkpop.

A música é de uma das integrantes do I.O.I fracassado (I.B.I) e o tema de um dorama aí que está para estreiar. Com esses dois pontos negativos gritando que a faixa seria um aegyo genérico, foi uma surpresa ver que basicamente é uma b-side descartada do f(x), o que, em tempos que o próprio decidiu voltar mesmo só no ano que vem, é ótimo.

A faixa é um house simples, mas tá gostosinha de ouvir e combina com a ideia de “viagem” da letra. A menina tá cantando bem e o clipe do dorama tá bem naquele estilo de chamada da Globo mesmo. Ou seja, uma faixa genérica que não se propõe a nada e, justamente por isso, se destaca pela qualidade.

Link da Playlist

Essa semana até que surpreendeu se considerar os lançamentos de 2016 como um todo… Vamos torcer para que continue assim até a Coreia inteira mergulhar nos singles natalinos @.@’…

Em Perfect Ilusion, Lady Gaga tenta sair do Flop com Hino Trouxiane

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Já faz um tempo que Lady Gaga promete reascender das cinzas desde o flopado ano de 2013 o álbum de 2014 com o Tony Benett não conta. Então, finalmente, depois de lançar o áudio do single quando todo mundo ainda tava processando a apresentação da Beyoncé no VMA, temos clipe do pretenso hino trouxiane, Ilusão Perfeita:

Sinceramente, esta era a última cartada a Gaga poderia dar em relação a sua imagem e sua música. Tendo entrado no mundo do pop americano como a aquariana loka apesar de ela ser ariana, era óbvio que iria chegar o dia em que ela não conseguiria ficar mais excêntrica o suficiente para satisfazer o mercado e então teria de chocar todo mundo com uma imagem relativamente “comum”.

Sinceramente, achei que a Loka Gaga iria durar mais um tempo… Se talvez ela tentasse colocar um pouco do conceito creepy hipster nas músicas também, talvez ArtPop fosse menos flopado e teríamos agora um clipe que entenderíamos vários nada. Mas, fazer o quê?

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E o que são estas cenas dignas de cantores de baixo orçamento?

Apesar de tudo, a música é agradável e o clipe até dá pra aguentar ver até o final, mas o grande problema é que qualquer uma poderia ter lançado essa música e feito este clipe. Todo o potencial de originalidade de Gaga parece ter se perdido, talvez numa medida desesperada de se fazer na indústria mais pela música do que pelo look.

Só que com Gaga, que praticamente levou o conceito que Madonna e Cher começaram a enésima potência, isso não é uma boa coisa. Se ela lançou uma música genérica deste jeito como lead single do próximo álbum que tem a meta de tirá-la do flop, então dá até medo do que vai ter dentro desse negócio.

E por falar no famigerado Joanna, sem querer forçar a comparação, mas a premissa é muito parecida com o Lemonade da Beyoncé lançado no começo do ano. Muito mesmo. Até a capa simplista sem aparentemente qualquer shade:

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O que tá parecendo mesmo é que Gaga está tentando emular a QueenBey para ver se consegue subir novamente ao primeiro escalão do mercado pop americano, só espero que isto seja tudo impressão ou que ela emule tão bem que fique um álbum tão bom quanto Lemonade e, quando dia 21 de outubro chegar, eu descubra que estava errado…

P.S.: Tem um monte de gente rasgando seda nesse negócio falando que Gaga virou roqueira e, a estas pessoas, só tenho que dizer: ISTO NÃO DEIXA A MÚSICA BOA! Ela é até legalzinha, mas nada que leve a dizer que chegue aos pés de qualquer outra coisa que ela já lançou @_@…